Sensacionalismo na política – A forma de banalizar uma informação

Foto: Google Imagens

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O  sensacionalismo está presente por todos os lados. Se reparar bem, até você repassa notícias sem ao menos saber se ela é verdadeira. Isso acontece pelo fato de sermos coniventes a esta situação. Vários casos de informações distorcidas circulam na internet, que é um ótimo exemplo de ambiente a ser analisado. Vamos citar alguns casos que circularam na internet:

Brasília ganhará estátua gigante de Lula, do tamanho do Cristo Redentor

Pastora Suzane Richthofen é nomeada presidente da Comissão de Seguridade Social e Família

Senado aprova pagamento de bolsa mensal de R$ 2.000,00 para garotas de programa

As mensagens são chamativas devido a forma que prendem a atenção do leitor ao texto pelo sensasionalismo. Trocadilhos e comparações esdrúxulas até sustentam o roteiro do conteúdo.

Coincidências ou não, todos os títulos das respectivas matérias possuem uma conexão política. Talvez por estratégia da oposição ou por simplesmente levar a expressão “brincar de ser jornalista” ao pé da letra. As pessoas perdem o senso crítico e se unem ao comum. Dando apoio ao mecanismo de divulgação e amplificação da notícia ao ler a matéria, curtir, compartilhar e encaminhar ao por e-mail..

É imprescindível, ponderar a notícia que está sendo lida. Temos que saber interpretar o que é chegado até nós. Todos os dias somos bombardeados de informações e entender o que se lê, é primordial.
A ética precisa ser praticada! Aquela ética de consciência sabe? Melhor que ler é interagir com a leitura. Recicle a ética das ideias e também aquela do consenso de mensurar os fatos. Assim pode acontecer uma melhoria no contexto social. O indivíduo precisa de autoavaliação.  Se necessário censure o quê você lê!

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Anonymous: A máscara falsa

Foto: Google Imagens

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O grupo Anonymous procura sempre algum tipo de destaque. Eles querem “desmascarar” (usando máscaras) a política brasileira. Que contraditório!  Mas espera, não seria um tipo de exibicionismo? Veja bem, as manifestações ganharam repercussão e visibilidade devido a internet, que é o principal meio usado por esse grupo para difundir informações falsas para população, principalmente por meio das redes sociais.

O Anonymous cria a bagunça e depois apresenta a solução como um verdadeiro “circo”, com direito a holofotes e até aplausos. É muito fácil traçar estratégias assim! E com isso, por falta de conhecimento várias pessoas não assimilam a farsa de um verdadeiro grupo de ativistas, com ideais e sem pretensões financeiras envolvidas.

Talvez, como forma de glorificar-se como os “salvadores das história”, o grupo não mede esforços para inverter situações e logo estão aparecendo com várias ideias de mudanças para um mundo melhor.

Nas últimas semanas, na manifestação em Brasília, muita gente estranhou a comissão de frente ser formada pelo grupo mascarado. Por que eles estariam no comando dos protestos? Por que o uso de frases em inglês?  A explicação é certa: o grupo de hackers cria a condição, as pessoas reagem, e depois eles ressurgem com o tão esperado desfecho da história.

Não precisa desmoralizar as pessoas para conseguir uma causa. Ainda mais quando essa causa é para o bem comum. A política existe para ajudar a sociedade e não para atrapalhar.

Por isso cuidado, você pode estar sendo manipulado(a)!

Avaaz – O que parece verdade, pode ser mentira

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Atualmente qualquer um faz campanhas na internet. Acho que o indivíduo pensa: Ah! Estou aqui online, sem nada para fazer… Estou a fim de revolucionar, de aparecer, de ganhar dinheiro, de reivindicar pelos meus direitos, de ajudar o bem comum. Eureka! Vou traçar objetivos e tentar atingir o máximo de pessoas que eu puder.

Galera, muita atenção nas petições criadas! Já ouviram falar na frase clichê, mais que se adequa a nossa realidade: as aparências enganam? Então, não é só porque aparece em suas atualizações um texto com palavras bonitas e uma foto que chama atenção, que você deve confiar e acreditar no que está escrito. Em meio a esses pedidos de doações, existe uma mensagem apelativa que explora um tipo de assunto que esteja no auge. A mídia se encarrega de propagar o fato e as pessoas de aceitar a manipulação. O comodismo da informação é o pior dos pecados!

Seria objetivo do Avaaz traçar estratégias para impulsionar mensagens em massa com as petições e pedidos de doações para milhares de contas do Brasil? Complexo!  Talvez seria uma agressão à democracia usar da falta de conhecimento das pessoas para garantir um espaço na mídia e conseguir faturar mais de 18 MILHÕES DE DÓLARES em doações feitas por internautas. É uma falta de respeito com a sociedade. Mas a população contribui com essa ação, a medida que reenviam as petições para seus contatos, que repassam para outros e assim vira um clico vicioso mais que não tem fim, até os objetivos se misturarem com possíveis interesses. É uma teia de divergência entre princípios e  real intenção!

A internet deve ser usada com sabedoria! Só assim as informações terão um certo controle e uma melhor responsabilidade social. Cuidado! Saiba diferenciar as campanhas sérias de golpes. Não seja a isca do falso moralismo.

Consciência limpa! Esse é o conceito.

Cidadania global x abaixo-assinados virtuais

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Desabafar nas redes sociais virou “modinha”. Reclamar de política então, nem se fala. O computador virou a arma de protestos dos brasileiros e a internet é usada como instrumento da cidadania. O alvo? Os políticos, é claro. Organizar abaixo – assinados parece ser a diversão de quem não tem o que fazer e opta por criar um projeto com a cara do “cidadão”. Por que, veja bem, como a internet é um campo de livre acesso, as pessoas acham que “descascar o abacaxi” soluciona toda a situação da política brasileira. Atualmente, a duplicidade das informações aumentou e a perda de controle sobre os dados que obtemos também. Por isso, se liga! Muita coisa que caem na rede podem não ser verdadeiras, e o efeito é contrário.

Neste ano, a mídia divulgou um dos pedidos que mais receberam assinaturas: o “Fora Renan”, que acusava o senador Renan Calheiros (PMDB – AL) de ter despesas pessoais pagas por lobista. Mas a ação não teve consequência. Como sabemos, Renan foi eleito presidente do Senado em 1º de fevereiro. Um mês antes, o “Fora Renan” já havia conseguido  1,6 milhão de assinaturas, mesmo total alcançado para a Lei Ficha Limpa, e número mínimo para apresentação ao Congresso de um Projeto de Lei de iniciativa popular. O abaixo-assinado contra o senador está hospedado no www.avaaz.org. Não há garantia de autencidade das petições. O fenômeno virtual desafia a classe política e tem Brasília como seu destino final. Tudo parece estar online… Mas, e você? Vai se aliar ao modismo?

 

Mensagens sobre petições online podem conter vírus

Virus_Informaticos1As petições online podem ser divulgadas por meio de e-mails e redes sociais. Contudo, muitas mensagens que circulam na internet e que trazem links para petições são falsas. Um exemplo que ganhou muita repercussão foram mensagens sobre uma petição que pedia o fim da impunidade e a alteração da faixa etária estabelecida para maioridade penal no Brasil.

Essas falsas mensagens contavam o caso do menino João Hélio, morto durante um assalto no Rio de Janeiro em 2007, como se fosse algum membro da família para chamar a atenção da sociedade. Quem clicava para abrir o link, e assinar à petição, na verdade baixava para o computador um vírus, o cavalo de tróia. Esse tipo de vírus rouba informações registradas na máquina, como senhas e números de agências bancárias. Assim, a pessoa que criou a mensagem com o vírus recebia os dados de quem acessava o link.

Essas petições já não tem credibilidade, porque aceitam assinaturas sem nenhum tipo de documentação, e estão sendo usadas para cometer fraudes. Muito cuidado com as mensagens de e-mail que você recebe que contenha links. Pode se tratar de alguma ação hacker para obter suas informações.

Change.org: mais um site lucrativo de petições

Parece mesmo que virou moda. E essa moda também deve ser um negócio bastante rentável. A cada dia surgem novos sites que criam petições on-line e lutam para ganhar acessos e assinaturas dos internautas. Além do tão criticado Avaaz, outro site internacional que também abriu escritório no Brasil foi o Change.org. Assim como o primeiro, sua credibilidade é questionável.

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Para assinar alguma petição do site não é necessária muita informação. Basta colocar um nome, sobrenome, e-mail e a cidade onde reside. Contudo, é possível inventar nomes, e-mails e citar um município bem diferente do qual você se encontre. Ou seja, qualquer um pode falsificar inúmeras assinaturas. O lucro do Change.org vem dos anúncios de abaixo-assinados pagos pelos usuários do site.Quem deseja dar visibilidade para sua petição pode pagar uma quantia e ela ganhará destaque e será visualizada pelos visitantes.

Dessa forma, o Change.org é na verdade uma empresa, que visa lucrar permitindo a criação e anunciando petições que mostram causas sociais e, por isso, tem grande participação dos internautas. Esses abaixo-assinados não representam nada frente aos trâmites políticos para elaboração de leis e melhorias sociais. Não perca seu tempo acessando essas plataformas que só visam gerar renda para os donos dos sites.

Anonymous: o ativismo rebelde e muitas vezes ilegal dos hackers

Anonymous-SealVocê já ouviu falar no grupo Anonymous? Ele é formado por hackers que se consideram ativistas, os hackativistas, que planejam e executam ações na internet, para divulgação de dados ou bloqueio ao acesso de informações. Suas iniciativas não são vistas com bons olhos, já que são um grupo rebelde e muitas vezes usam de meios ilegais para conseguir e divulgar dados.

O anonymous, como o próprio nome do grupo mostra, não revela a identidade de seus membros, que quando aparecem em alguma imagem postada por eles usam máscaras. Uma ação do grupo que ficou conhecida no mundo todo foi ter tirado do ar o site do FBI. Esta foi uma iniciativa de protesto quando o site Megaupload foi fechado por contrariar o que os projetos de lei norte-americanos (S.O.P.A. e P.I.P.A.) regulamentavam sobre compartilhamento de conteúdo na internet.

O grupo tenta se passar por uma equipe que tem muitos conhecimentos tecnológicos mas, como já comentaram alguns especialistas, suas ações não são tão complexas. Por exemplo, no caso do site do FBI, o que eles fizeram foi promover um Ataque de Negação de Serviço (DoS Attack – Denial of Service), forma do site não ficar disponível para acesso. E como fazem isso? Eles programam um computador para monitorar e fazer com que muitos outros acessem ao mesmo tempo o site que se deseja tirar do ar. Um vírus é espalhando e as máquinas que se contaminam com ele passam a ser usadas pelos hackers para sobrecarregar o site. Como todo site possui um número limitado de acessos, ao ser visitado por inúmeras máquinas, o servidor muitas vezes trava ou é reiniciado.

Esse ciberativismo do Anonymous é muito questionável. No Brasil há grupos hackers que se intitulam como membros do grupo Anonymous Brasil. Eles usam de questões polêmicas e relevantes para a sociedade para praticarem ações ilegais e se promoverem. Fiquem de olho e não acreditem em tudo o que esses anônimos pregam.