Mensagens sobre petições online podem conter vírus

Virus_Informaticos1As petições online podem ser divulgadas por meio de e-mails e redes sociais. Contudo, muitas mensagens que circulam na internet e que trazem links para petições são falsas. Um exemplo que ganhou muita repercussão foram mensagens sobre uma petição que pedia o fim da impunidade e a alteração da faixa etária estabelecida para maioridade penal no Brasil.

Essas falsas mensagens contavam o caso do menino João Hélio, morto durante um assalto no Rio de Janeiro em 2007, como se fosse algum membro da família para chamar a atenção da sociedade. Quem clicava para abrir o link, e assinar à petição, na verdade baixava para o computador um vírus, o cavalo de tróia. Esse tipo de vírus rouba informações registradas na máquina, como senhas e números de agências bancárias. Assim, a pessoa que criou a mensagem com o vírus recebia os dados de quem acessava o link.

Essas petições já não tem credibilidade, porque aceitam assinaturas sem nenhum tipo de documentação, e estão sendo usadas para cometer fraudes. Muito cuidado com as mensagens de e-mail que você recebe que contenha links. Pode se tratar de alguma ação hacker para obter suas informações.

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Change.org: mais um site lucrativo de petições

Parece mesmo que virou moda. E essa moda também deve ser um negócio bastante rentável. A cada dia surgem novos sites que criam petições on-line e lutam para ganhar acessos e assinaturas dos internautas. Além do tão criticado Avaaz, outro site internacional que também abriu escritório no Brasil foi o Change.org. Assim como o primeiro, sua credibilidade é questionável.

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Para assinar alguma petição do site não é necessária muita informação. Basta colocar um nome, sobrenome, e-mail e a cidade onde reside. Contudo, é possível inventar nomes, e-mails e citar um município bem diferente do qual você se encontre. Ou seja, qualquer um pode falsificar inúmeras assinaturas. O lucro do Change.org vem dos anúncios de abaixo-assinados pagos pelos usuários do site.Quem deseja dar visibilidade para sua petição pode pagar uma quantia e ela ganhará destaque e será visualizada pelos visitantes.

Dessa forma, o Change.org é na verdade uma empresa, que visa lucrar permitindo a criação e anunciando petições que mostram causas sociais e, por isso, tem grande participação dos internautas. Esses abaixo-assinados não representam nada frente aos trâmites políticos para elaboração de leis e melhorias sociais. Não perca seu tempo acessando essas plataformas que só visam gerar renda para os donos dos sites.

Anonymous: o ativismo rebelde e muitas vezes ilegal dos hackers

Anonymous-SealVocê já ouviu falar no grupo Anonymous? Ele é formado por hackers que se consideram ativistas, os hackativistas, que planejam e executam ações na internet, para divulgação de dados ou bloqueio ao acesso de informações. Suas iniciativas não são vistas com bons olhos, já que são um grupo rebelde e muitas vezes usam de meios ilegais para conseguir e divulgar dados.

O anonymous, como o próprio nome do grupo mostra, não revela a identidade de seus membros, que quando aparecem em alguma imagem postada por eles usam máscaras. Uma ação do grupo que ficou conhecida no mundo todo foi ter tirado do ar o site do FBI. Esta foi uma iniciativa de protesto quando o site Megaupload foi fechado por contrariar o que os projetos de lei norte-americanos (S.O.P.A. e P.I.P.A.) regulamentavam sobre compartilhamento de conteúdo na internet.

O grupo tenta se passar por uma equipe que tem muitos conhecimentos tecnológicos mas, como já comentaram alguns especialistas, suas ações não são tão complexas. Por exemplo, no caso do site do FBI, o que eles fizeram foi promover um Ataque de Negação de Serviço (DoS Attack – Denial of Service), forma do site não ficar disponível para acesso. E como fazem isso? Eles programam um computador para monitorar e fazer com que muitos outros acessem ao mesmo tempo o site que se deseja tirar do ar. Um vírus é espalhando e as máquinas que se contaminam com ele passam a ser usadas pelos hackers para sobrecarregar o site. Como todo site possui um número limitado de acessos, ao ser visitado por inúmeras máquinas, o servidor muitas vezes trava ou é reiniciado.

Esse ciberativismo do Anonymous é muito questionável. No Brasil há grupos hackers que se intitulam como membros do grupo Anonymous Brasil. Eles usam de questões polêmicas e relevantes para a sociedade para praticarem ações ilegais e se promoverem. Fiquem de olho e não acreditem em tudo o que esses anônimos pregam.

4 Farsas divulgadas no Facebook que você provavelmente viu

Todos os dias aparecem no Facebook correntes e imagens que incentivam o internauta a clicar, compartilhar e curtir para ajudar em alguma causa ou participar de sorteios. Mas, muitas imagens e histórias contadas na rede social que são repassadas diariamente não são verdadeiras. Veja alguns exemplos:

1 – Sorteio de Iphones

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Fonte da imagem:  Facebook/Divulgação Site Techmundo

Várias imagens que prometiam sortear aparelhos da marca Apple circularam no Facebook. Todas pediam para que o internauta compartilhasse e curtisse a imagem para participar do sorteio. Uma dessas promoções foi criada por uma página intitulada de Universidade Positivo, uma falsificação que tentava usar o nome da instituição de ensino para conseguir muitas curtidas. Nenhum tipo de sorteio desse tipo é verdadeiro. É apenas uma forma de os donos das páginas e posts conseguirem um grande número de acessos e curtidas.

2 – Militares contrariados com a posse de Renan Calheiros

Uma foto que mostra alguns militares com expressão séria, enquanto outros presentes em um evento aplaudem, foi associada à posse do senador Renan Calheiros na presidência do Senado, em fevereiro desse ano. Contudo, a imagem que foi bastante divulgada não se refere à posse do senador. Se refere à uma cerimônia que aconteceu em 2011 e aprovou a criação da Comissão da Verdade, para julgar as violações dos direitos humanos que aconteceram durante a ditadura militar.

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Fonte da imagem: Reprodução Facebook feita pelo site E-farsas.com

A foto com a descrição falsa de que a imagem mostrava a contrariedade dos militares na posse do senador foi postada no Facebook por um vereador do PSDB e ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota),o coronel Telhada. O erro cometido pelo oficial foi pauta de uma matéria publicada pelo Estadão e toda a fraude foi desmascarada pelo site E-farsas.com.

3 – Sorteio do jogo Diablo III

Fonte da imagem: Reprdoução Facebook/ Divulgação site Techmundo

Fonte da imagem: Reprdoução Facebook/ Divulgação site Techmundo

Outro sorteio que foi bastante compartilhado no Facebook foi o dos jogos Diablo III. Uma página anunciou que foi escolhida para sortear muitos exemplares do jogo e que para concorrer o internauta também precisava curtir a página e repassar a imagem. Esse sorteio também era falso. Pretendia apenas fazer com que a página alcançasse um grande número de curtidas. Assim, o dono da página pode, depois apagar as informações, vendê-la para pessoas que se interessam em ter alguma página com muitas pessoas que recebem seu conteúdo.

4- Notícia da morte do garoto propaganda da Bombril

Fonte da imagem: Reprodução Google imagens

Fonte da imagem: Reprodução Google imagens

A notícia de que Carlos Moreno, o garoto propaganda da Bombril, havia morrido circulou não só no Facebook como também no Twitter no fim de março. A informação é falsa, assim como a morte de muitos outros famosos que já foram postadas na internet sem nenhuma fonte oficial. O site E-farsas.com mostrou que a notícia era falsa e deu dicas de como reconhecer um boato: as notícias geralmente não tem data nem muitos detalhes, são assuntos que chamam a atenção, pede ao internauta para compartilhar e repassar e sempre volta a aparecer tempos depois na rede.

As farsas conseguem muita visibilidade na internet porque todos compartilham as informações sem antes checar se são verdadeiras. Sempre que aparecer algo em seu feed do Facebook, procure investigar, peça mais informações à pessoa ou páginas que postou a informação e só compartilhe se confirmar que não se trata de mais uma farsa.

Número de pessoas cadastradas no Avaaz é falso

imagesE o Avaaz não se cansa de enganar o povo! Agora está encaminhando e-mails para as pessoas que se cadastraram no site, para informar que sua rede de internautas já alcançou mais de 20 milhões de usuários em todo mundo. O número, como tudo que envolve aquele site, é uma grande fraude.

O cadastro na comunidade do site não exige nenhuma documentação, permitindo que uma pessoa que queira dar destaque para alguma petição se inscreva com diferentes nomes e e-mails. Esse é o motivo da falta de credibilidade do Avaaz, pois até as assinaturas das petições também podem ser forjadas.

O motivo do envio desse e-mail também é bastante questionável. Não foi uma iniciativa pensada apenas para informar o público. Ao fim da mensagem aparece um pedido de apoio, dizendo que o site sobrevive graças às doações, solicitando que o internauta contribua com a organização . Ou seja, o ativismo pregado pelo Avaaz na verdade é apenas uma forma arrecadar dinheiro.

Projeto Kony 2012 foi um falso viral?

No ano passado o projeto Kony 2012 ficou conhecido em várias partes do mundo. A ONG americana Invisible Childrens fez um vídeo contando sobre os crimes cometidos por Joseph Kony, um rebelde de Uganda, na África, que lidera o Exército de Resistência do Senhor (LRA é a sigla em inglês). O vídeo conta que Kony e seus seguidores violentavam crianças e faziam com que elas se tornassem parte do seu exército, obrigando-as até mesmo a matar os próprios pais.

Veja o vídeo:

O projeto Kony pretendia alcançar apoio de governos para que o criminoso Kony fosse capturado. No início do ano passado, a União Africana chegou a enviar tropas para o Sudão Sul, país onde militares acreditavam que Kony poderia estar. Os Estados Unidos também contribuiu enviando soldados para Uganda, para que eles ajudassem os militares locais, tentando conseguir informações estratégicas para ajudar na captura do criminoso.

Apesar da mobilização que o vídeo gerou, pois incentivava os internautas a repassarem aquele conteúdo aos seus amigos, não resultou em nada.  Muitas críticas foram feitas a ONG, já que o vídeo fazia parecer que o único responsável pelo tráfico humano no país era Kony, o que não é realidade.

Apesar de o vídeo mostrar uma história real, alguns críticos acreditam que tenha acontecido a manipulação de dados que foram mostrados. Para esses críticos, os números que são mencionados foram modificados para impactar quem os visse. Além disso, pouco tempo depois a causa foi esquecida e ninguém mais sabe se ainda está sendo feito algo contra o tráfico humano em Uganda e em outros países da África. Os ativistas virtuais que compartilharam o vídeo não conseguiram nada, a não ser perder o tempo que dedicaram a assistir tal história.

Novo alerta contra Avaaz está circulando no Facebook

E mais pessoas estão de olhos abertos com o Avaaz! Apesar de ultimamente eu já ter feito vários posts sobre a farsa desse site, já que este assunto está em destaque, hoje vim mostrar outra prova sobre o que eu venho dizendo. Está circulando no Facebook uma declaração feita por um cidadão que está indignado com o site de assinaturas, pois descobriu o jogo de interesses que move essa organização.

Veja o post do Facebook que encontramos:

imagem texto sobre avaaz

Se alguém quiser ver um dos posts que foram feitos com essa declaração no Facebook o link é https://www.facebook.com/silviafilippo/posts/443994765680228 .